Sou uma sombra
Constituída de tristezas e amarguras
Instável como uma bomba
Perdida numa eterna desventura
Sou uma sombra
Ignorável, descartável
Uma sombra que não assombra
É apenas algo usável
Sou uma sombra
Alguém cujo brilho é apagado
Uma estrela caída como uma pomba
Estatelada inerte num gramado
Ass: Marcel Villalobo
domingo, 27 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Pequenos Versos
Eu escrevi estes pequenos versos
Para falar do quando eu gosto de você
E o quanto eu vejo seu rosto em cada lugar
E o quanto eu sinto seu olhar
E o quando sinto seu calor, mesmo distante
Estes pequenos versos são apenas seus
Ass: Marcel Villalobo
Para falar do quando eu gosto de você
E o quanto eu vejo seu rosto em cada lugar
E o quanto eu sinto seu olhar
E o quando sinto seu calor, mesmo distante
Estes pequenos versos são apenas seus
Ass: Marcel Villalobo
segunda-feira, 14 de março de 2011
Poema - Você é o meu destino
Você é o meu destino
Minha motivação pra lutar
Minha busca insaciável
Minha sede por você
Você é o meu destino
Meu motivo para sorrir
Meu porto-seguro
Meu ontem, meu hoje, meu amanhã
Você é o meu destino
Meu mundo
Meu tudo
Meu eu
Só quero você por perto
Ass: Marcel Villalobo
Minha motivação pra lutar
Minha busca insaciável
Minha sede por você
Você é o meu destino
Meu motivo para sorrir
Meu porto-seguro
Meu ontem, meu hoje, meu amanhã
Você é o meu destino
Meu mundo
Meu tudo
Meu eu
Só quero você por perto
Ass: Marcel Villalobo
domingo, 13 de março de 2011
Poema - Sem Título
Eu vejo o brilho das estrelas no seu olhar
E o seu abraço eu sempre quero ter
E sentir o seu perfume, o seu calor
Tão possível é te querer
Tão impossível é te ter
Tão real é você
Tantas são as coisas
Tantos podem ser os momentos
Infinita pode ser a felicidade
Grande é a minha dor
Te querer e não poder
E não te ter
É uma dor impossível de controlar
Ass: Marcel Villalobo
E o seu abraço eu sempre quero ter
E sentir o seu perfume, o seu calor
Tão possível é te querer
Tão impossível é te ter
Tão real é você
Tantas são as coisas
Tantos podem ser os momentos
Infinita pode ser a felicidade
Grande é a minha dor
Te querer e não poder
E não te ter
É uma dor impossível de controlar
Ass: Marcel Villalobo
sábado, 5 de março de 2011
Poema - Divina Flor
Ó divina flor que me faz sorrir
Diva de meus pensamentos
Aquela a quem meus sentimentos pude abrir
E nela depositei meus ressentimentos
De teu mais puro perfume
Quero a tua doce essência
E o teu sorriso me eleva ao cume
E me fez repensar toda minha existência
Ó divina flor que me fez sorrir
És a mais bela de meu jardim
A teu carisma não pude resistir
Cultivar-lhe-ei para que tragas mais alegrias a mim
Ass: Marcel Villalobo
Diva de meus pensamentos
Aquela a quem meus sentimentos pude abrir
E nela depositei meus ressentimentos
De teu mais puro perfume
Quero a tua doce essência
E o teu sorriso me eleva ao cume
E me fez repensar toda minha existência
Ó divina flor que me fez sorrir
És a mais bela de meu jardim
A teu carisma não pude resistir
Cultivar-lhe-ei para que tragas mais alegrias a mim
Ass: Marcel Villalobo
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Poema - Eu Quero
Eu quero dormir nos seus braços
E de lá não quero mais sair
Eu quero sentir os seus lábios
E esquecer a hora do partir
Eu quero a luz do teu olhar
E a certeza do teu amor
Eu quero lhe abraçar à luz do luar
E retirar do seu rosto a mais bela cor
Eu quero sentir o seu cheiro
E no seu perfume me deliciar
Eu quero ser o seu travesseiro
E um porto-seguro para lhe acalmar
Eu só quero você
Ass: Marcel Villalobo
E de lá não quero mais sair
Eu quero sentir os seus lábios
E esquecer a hora do partir
Eu quero a luz do teu olhar
E a certeza do teu amor
Eu quero lhe abraçar à luz do luar
E retirar do seu rosto a mais bela cor
Eu quero sentir o seu cheiro
E no seu perfume me deliciar
Eu quero ser o seu travesseiro
E um porto-seguro para lhe acalmar
Eu só quero você
Ass: Marcel Villalobo
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Conto - O Velho e o Poema - Final
Era apenas mais uma tarde de outubro. O Clima primaveril tomava conta da cidade, dos jardins. Por onde eu caminhava, eu podia sentir o ar perfumado com as rosas e margaridas. Já se passavam algumas vezes desde a última vez que encontrei o velho homem que me inspirava a compor. Desde então, comecei a compor compulsivamente, cada vez mais exaltando as belezas da natureza e do amor. O amor, obviamente, era o anticlímax daquilo tudo. Anoiteceu. Em casa eu cheguei, e fui direto ao meu quarto. Queria deitar, a fadiga imensa sobre os meus músculos implorava por descanso. Porém, em cima da minha cama, encontrei aquele papel surrado. Aquele mesmo papel de tantos anos atrás, que me inspirou a tantas coisas. O li, nele, havia o poema, agora completo e com 3 estrofes, e um convite:
"E na calada da noite, também me sinto um infeliz
Um vazio profundo que ocupa a minha alma
E o meu coração cada vez mais duro de pedra com verniz
Enquanto cai essa chuva que alenta e acalma
E de todos os mistérios, eu me fiz rei
Da minha vida, eu sei que eu nada sei
E do vazio que preenche minha alma, retirei
Um pedaço de amor que jamais sentirei
Mas eis que a liberdade para amar encontrei
Após um longo inverno de sofrimento e dor
O calor chegou à minha alma, me libertei
E agora tudo tem mais cor
PS: Encontre-me amanhã às 9 horas no parque, no banco em frente à roseira"
Suspirei. Deitei. Acordei 6 horas, tomei meu desjejum e saí para respirar o ar fresco da manhã. O sol nascia lentamente, enquanto eu observava aquela roseira. Lembrei-me do velho, aqueles olhos não me eram familiares? Mas quem era ele? Olhei no relógio. 10 pras 9. Senti o cheiro vindo das rosas. O cheiro doce me acalmou. Assim permaneci por algum tempo, quando ouvi aquela rouca voz familiar:
- Ah, aí está você!
Virei-me. Era o mesmo velho da última vez. Mesmo semblante de sabedoria, bem trajado, com um sorriso no rosto. Fiquei imóvel, enquanto ele sentava-se ao meu lado. Contemplei mais um pouco as rosas, e ele disse:
- São lindas, não? Passei toda a minha juventude aqui. E parte da minha vida adulta também.
Suspirei. Olhei pra ele. Aqueles olhos eram muito familiares. Sempre pensei nisso desde o nosso primeiro encontro. Antes que eu pudesse falar algo, ele disse:
- Sei que existem muitas dúvidas a meu respeito, e hoje é o dia que irei deixá-las claras. Por favor, vá em frente.
- Quem é o senhor? - disse, numa reação automática.
- Eu? Um velho. Já vivi, já sofri, já amei. Mas sim, estou mais ligado a você do que você imagina. Olhe bem nos meus olhos, e me diga.
Olhei. Aquela cor, aquele olhar bondoso. E enfim a realidade caiu diante dos meus olhos.
- Mas você está... - disse eu sem pensar
- Morto - continuou o velho - Sim, para você e sua família, eu estou morto. Mas a verdade é que estou bem vivo. Você pode me tocar, veja. Eu respiro. Isso é comportamento de um morto? - sorria o velho, de uma forma quase doentia.
Então era ele. Aquele olhar, lembro-me dele aos meus 3 anos de idade. Na época eu ainda não sabia distinguir as coisas, mas aquele olhar era marcante. Muito tempo depois, quando eu já tinha idade suficiente para fazer perguntas, questionei a minha mãe:
- Mãe, e quem é o meu vô?
Minha mãe suspirou, e disse:
- Seu vô está num lugar muito melhor, mais bonito. Ele está na companhia de papai do céu, e zelando por ti.
Somente algum tempo depois sabia o que esse eufemismo queria dizer. E cresci com essa crença, de que meu vô era morto. E eis que estava ele, na minha frente agora, vivo, sorrindo. Tudo tão embaraçoso. Antes que eu procurasse explicações, ele pôs-se a explicar:
- Eu era muito jovem, quando encontrei o amor da minha vida. Infelizmente na minha época, não havia liberdade para amar. Por força de nossas famílias, eu acabei me casando com a sua avó. Eu não a amava, embora a recíproca não fosse verdadeira. Ela realmente me amou, e me concebeu sua mãe. Mas eu não era feliz. Mesmo tendo eu uma família, eu não era feliz. E então, um dia reencontrei o meu amor. De inicio, nos encontrávamos ás escondidas, nessa mesma roseira, onde namorávamos na juventude. Mas um dia tomei uma decisão. Foi difícil e egoísta de minha parte, largar tudo por um amor. Mas eu o fiz. Então, para a sua avó, eu morri. Foi a única maneira que ela encontrou de suportar isso.
Respirei. Então era isso. Tudo tão confuso. Mas ainda queria saber mais. Sendo assim, perguntei:
- E por que você se aparentava como um mendigo, no nosso primeiro encontro?
- Essa foi uma maneira que eu me encontrei de se aproximar de você. Sabe, quando eu estava aqui na cidade, vi o seu semblante triste. Não sabia o por quê dele, mas resolvi que seria melhor eu te conhecer, te mostrar algo tão belo quanto à vida, que é a poesia. E o principal: a liberdade que vocês tem para amar. Depois, entrei em contato com a tua mãe. Foi ela que lhe deixou este bilhete. Ela entendeu tudo.
Olhei novamente para a roseira. O doce perfume me encantava. Apreciei a beleza ao meu redor. O parque estava cheio agora. Pude ver as crianças correndo, brincando, casais passeando. Era um típico dia primaveril. Então, o velho enfim disse:
- Bem, é a minha hora de partir. Peço-lhe, por favor, que não me procure. Não quero ser mais um estorvo para vocês. Só mais uma coisa: diga a sua mãe que eu a amo. E eu também lhe amo.
E sem dizer mais nada, com lagrimas no olhar, ele me abraçou. E então partiu. Olhei para o horizonte. Olhei para o Sol. Olhei para tudo à minha volta. Aquele era um dia realmente inspirador. Puxei meu bloco de anotações, e compus. Fiz vários poemas: desde a natureza do Sol, até a beleza do amor, e das pessoas, passando pelas árvores, água, grama. Então o sol finalmente se pôs. Encaminhei-me para casa. No caminho, observei um bando de pássaros migrando, provavelmente vindo aproveitar o verão que aqui chegava. Isso rendeu inspiração para mais um poema. Cheguei em casa, ávido de fome. O dia havia sido cansativo, apesar de tudo.
- E então?
Parei de chofre. Era a voz da minha mãe.
- Você sabia de tudo - disse - por quê?
- Sua avó jamais permitiria que ele aparecesse. Foi um choque para ela e para todos nós. Mas sim, seu avô jamais foi feliz ao lado dela, por mais que ela se esforçasse. Na época eu fiquei muito zangada, apoiei ao máximo minha mãe por isso. Mas hoje eu sei que o seu avô fez a escolha certa. Ele optou pela felicidade dele, e temos que conviver com isso.
Ela tinha razão. O egoísmo dele era incompatível com o nosso. Minha mãe continuou:
- Filho, hoje você é livre para amar. Livre para escolher quem bem quiser. Por tanto, seja cuidadoso e escolha bem. É tudo o que lhe peça. Agora venha, você está faminto, fiz sua torta preferida.
Comi. Deitei. Acordei. Compus. Foi assim os meus dias. Meu semblante já não era mais triste. Eu sabia que uma hora haveria de ser, e essa hora iria chegar tão breve quando a luz do sol.
Tão breve...
"E na calada da noite, também me sinto um infeliz
Um vazio profundo que ocupa a minha alma
E o meu coração cada vez mais duro de pedra com verniz
Enquanto cai essa chuva que alenta e acalma
E de todos os mistérios, eu me fiz rei
Da minha vida, eu sei que eu nada sei
E do vazio que preenche minha alma, retirei
Um pedaço de amor que jamais sentirei
Mas eis que a liberdade para amar encontrei
Após um longo inverno de sofrimento e dor
O calor chegou à minha alma, me libertei
E agora tudo tem mais cor
PS: Encontre-me amanhã às 9 horas no parque, no banco em frente à roseira"
Suspirei. Deitei. Acordei 6 horas, tomei meu desjejum e saí para respirar o ar fresco da manhã. O sol nascia lentamente, enquanto eu observava aquela roseira. Lembrei-me do velho, aqueles olhos não me eram familiares? Mas quem era ele? Olhei no relógio. 10 pras 9. Senti o cheiro vindo das rosas. O cheiro doce me acalmou. Assim permaneci por algum tempo, quando ouvi aquela rouca voz familiar:
- Ah, aí está você!
Virei-me. Era o mesmo velho da última vez. Mesmo semblante de sabedoria, bem trajado, com um sorriso no rosto. Fiquei imóvel, enquanto ele sentava-se ao meu lado. Contemplei mais um pouco as rosas, e ele disse:
- São lindas, não? Passei toda a minha juventude aqui. E parte da minha vida adulta também.
Suspirei. Olhei pra ele. Aqueles olhos eram muito familiares. Sempre pensei nisso desde o nosso primeiro encontro. Antes que eu pudesse falar algo, ele disse:
- Sei que existem muitas dúvidas a meu respeito, e hoje é o dia que irei deixá-las claras. Por favor, vá em frente.
- Quem é o senhor? - disse, numa reação automática.
- Eu? Um velho. Já vivi, já sofri, já amei. Mas sim, estou mais ligado a você do que você imagina. Olhe bem nos meus olhos, e me diga.
Olhei. Aquela cor, aquele olhar bondoso. E enfim a realidade caiu diante dos meus olhos.
- Mas você está... - disse eu sem pensar
- Morto - continuou o velho - Sim, para você e sua família, eu estou morto. Mas a verdade é que estou bem vivo. Você pode me tocar, veja. Eu respiro. Isso é comportamento de um morto? - sorria o velho, de uma forma quase doentia.
Então era ele. Aquele olhar, lembro-me dele aos meus 3 anos de idade. Na época eu ainda não sabia distinguir as coisas, mas aquele olhar era marcante. Muito tempo depois, quando eu já tinha idade suficiente para fazer perguntas, questionei a minha mãe:
- Mãe, e quem é o meu vô?
Minha mãe suspirou, e disse:
- Seu vô está num lugar muito melhor, mais bonito. Ele está na companhia de papai do céu, e zelando por ti.
Somente algum tempo depois sabia o que esse eufemismo queria dizer. E cresci com essa crença, de que meu vô era morto. E eis que estava ele, na minha frente agora, vivo, sorrindo. Tudo tão embaraçoso. Antes que eu procurasse explicações, ele pôs-se a explicar:
- Eu era muito jovem, quando encontrei o amor da minha vida. Infelizmente na minha época, não havia liberdade para amar. Por força de nossas famílias, eu acabei me casando com a sua avó. Eu não a amava, embora a recíproca não fosse verdadeira. Ela realmente me amou, e me concebeu sua mãe. Mas eu não era feliz. Mesmo tendo eu uma família, eu não era feliz. E então, um dia reencontrei o meu amor. De inicio, nos encontrávamos ás escondidas, nessa mesma roseira, onde namorávamos na juventude. Mas um dia tomei uma decisão. Foi difícil e egoísta de minha parte, largar tudo por um amor. Mas eu o fiz. Então, para a sua avó, eu morri. Foi a única maneira que ela encontrou de suportar isso.
Respirei. Então era isso. Tudo tão confuso. Mas ainda queria saber mais. Sendo assim, perguntei:
- E por que você se aparentava como um mendigo, no nosso primeiro encontro?
- Essa foi uma maneira que eu me encontrei de se aproximar de você. Sabe, quando eu estava aqui na cidade, vi o seu semblante triste. Não sabia o por quê dele, mas resolvi que seria melhor eu te conhecer, te mostrar algo tão belo quanto à vida, que é a poesia. E o principal: a liberdade que vocês tem para amar. Depois, entrei em contato com a tua mãe. Foi ela que lhe deixou este bilhete. Ela entendeu tudo.
Olhei novamente para a roseira. O doce perfume me encantava. Apreciei a beleza ao meu redor. O parque estava cheio agora. Pude ver as crianças correndo, brincando, casais passeando. Era um típico dia primaveril. Então, o velho enfim disse:
- Bem, é a minha hora de partir. Peço-lhe, por favor, que não me procure. Não quero ser mais um estorvo para vocês. Só mais uma coisa: diga a sua mãe que eu a amo. E eu também lhe amo.
E sem dizer mais nada, com lagrimas no olhar, ele me abraçou. E então partiu. Olhei para o horizonte. Olhei para o Sol. Olhei para tudo à minha volta. Aquele era um dia realmente inspirador. Puxei meu bloco de anotações, e compus. Fiz vários poemas: desde a natureza do Sol, até a beleza do amor, e das pessoas, passando pelas árvores, água, grama. Então o sol finalmente se pôs. Encaminhei-me para casa. No caminho, observei um bando de pássaros migrando, provavelmente vindo aproveitar o verão que aqui chegava. Isso rendeu inspiração para mais um poema. Cheguei em casa, ávido de fome. O dia havia sido cansativo, apesar de tudo.
- E então?
Parei de chofre. Era a voz da minha mãe.
- Você sabia de tudo - disse - por quê?
- Sua avó jamais permitiria que ele aparecesse. Foi um choque para ela e para todos nós. Mas sim, seu avô jamais foi feliz ao lado dela, por mais que ela se esforçasse. Na época eu fiquei muito zangada, apoiei ao máximo minha mãe por isso. Mas hoje eu sei que o seu avô fez a escolha certa. Ele optou pela felicidade dele, e temos que conviver com isso.
Ela tinha razão. O egoísmo dele era incompatível com o nosso. Minha mãe continuou:
- Filho, hoje você é livre para amar. Livre para escolher quem bem quiser. Por tanto, seja cuidadoso e escolha bem. É tudo o que lhe peça. Agora venha, você está faminto, fiz sua torta preferida.
Comi. Deitei. Acordei. Compus. Foi assim os meus dias. Meu semblante já não era mais triste. Eu sabia que uma hora haveria de ser, e essa hora iria chegar tão breve quando a luz do sol.
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