quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Poema 33 - Soneto à destruição

Eu sou a guerra, eu sou o caos, a destruição
Eu sou o fogo que queima a sua trova
E alimenta lentamente a sua perdição
O terror que assola ao som da bossa nova

Eu sou a fantasia que assola sua mente
E as chamas que consomem sua alma
Eu sou o destruidor de seu espírito combatente
Que machuca de forma lenta e calma

E ali no vale do rio chora a criança
O choro das almas perdidas
Nos devaneios das tempestades se amenizou

E sinto que isso de nada adianta
Em ilusão criam-se as feridas
Do passado que não cicatrizou

Ass: Marcel Villalobo

Nota: nunca preocupei-me com a métrica, só a construção assemelha-se a um soneto, por isso o título.

Um comentário:

Solaris disse...

muito foda mano!
quer escrever as letras do meu próximo álbum?