terça-feira, 25 de agosto de 2009

Poema 31 - O Óbvio

Palavras infundadas
Como o sopro de um furação
Ecoam no meu ponto
Dentro do coração

A suavidade de uma mentira
É tão áspera quanto uma verdade
Ou tão sólida quanto o ar
Tão gelada como uma chama

Chama que ardia em meu peito, e se apagou
Clama por tempos de escuridão
Mas o que é escuridão, perto da claridade
De um propósito de vida feliz?

O que é o futuro?
Senão, uma projeção de algo que almejamos
O que é o passado?
Senão, projeções de fantasmas daquilo que passamos

Se as palavras são jogos de passado ou futuro
Então faço delas o meu presente
Porque aquilo que me conforta não é o que busco
E sim aquilo que eu tenho

Ass: Marcel Villalobo

Um comentário:

Solaris disse...

As vezes o óbvio engana o mais meticuloso dos meticulosos.