I - Páginas de um jornal nunca lido
As palavras novas da manhã
Gravadas num jornal qualquer
Levado pela brisa do outono
Junto ao lado das ilusões
II - Solidão e saudades
Saudade é nada mais que solidão
Com companhia de alguém distante
As cartas que rasguei
Continham pedaços do meu coração
III - Manipulação
No alvorecer do novo dia
Perdido vendo TV
Vendendo minha alma ao diabo
Precocemente iludido
Entre a fumaça de um charuto
Que entra pela porta aberta
Junto do ar frio do inverno
IV - Memórias de alguém que morreu
Na página amarela de um diário
Existem contos grotescos
Assinados por alguém
Que perdeu a vida na guerra
Mas não perdeu sua alma por lutar
Perdeu apenas a vontade de viver
E de lutar pelo que é dos outros
V - O Bêbado
Solitário e triste, o bêbado
No frio de junho, embaixo da ponte
Bebendo para esquecer suas ilusões
Sua vida miserável de pedinte
Sua alma perdida numa garrafa de pinga
E toda a vida sofrida
Que ninguém sabe sequer especular sobre
VI - O suicídio daquele que nunca amou
Na janela do último andar do edifício
Um homem olha para baixo
E vê toda a sua vida por ali passando
A sua infância pobre e sofrida
Sua adolescência conturbada, regada a entorpecentes
E vê que jamais se tornou homem
Pois jamais conseguiu amar alguém
E jamais foi amado
Por nunca pensar em si mesmo
E não conhecer o amor próprio
E da sua força e revolta
Num salto, e queda livre
Em quatro segundos
30 anos de vida se vão
Pelo ralo das ilusões
VII - Síntese
E nas páginas de um jornal
Contemplei meu vazio
Meus sentimentos manipulados
Por alguém que por ele morreu
Bebendo até se perder
Se matando por não amar
Ass: Marcel Villalobo
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Poema nº17: Ciclo Eterno
Fantástica profusão dos céus
Trazem a chuva dos novos tempos
E refazem a confusão na minha cabeça
Em períodos de doçura e de amargura
Pode me tocar?
Pode me sentir real?
A brisa leve da manhã
Abrem as páginas amarelas
De um livro em branco
Em que nunca foram escritas
Nem memórias, nem ficção
É o simples diário de uma pessoa vazia
De alma e de espírito
E solitária, mesmo em companhia
Por sempre buscar a felicidade
E teimar não encontrá-la
Numa garrafa de vinho tinto
Tento encontrar a cura da mágoa
E na névoa cinzenta
Tento puxar o ar, e ele não vem
E o Sol teima em não mudar o dia
E os dias sempre que passam, tornam-se iguais
E os anos repetem-se num ciclo vicioso
E na fúria dos pensamentos
Criei fantasmas, enterrei
E desenterrei passados
Próximos e distantes
E tudo que um dia tornou-se passado
Hoje é o meu presente
E pode ser o meu futuro
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Simplesmente eu, na forma mais pura, nesses meus últimos dois anos. Dispensa comentários adicionais.
Trazem a chuva dos novos tempos
E refazem a confusão na minha cabeça
Em períodos de doçura e de amargura
Pode me tocar?
Pode me sentir real?
A brisa leve da manhã
Abrem as páginas amarelas
De um livro em branco
Em que nunca foram escritas
Nem memórias, nem ficção
É o simples diário de uma pessoa vazia
De alma e de espírito
E solitária, mesmo em companhia
Por sempre buscar a felicidade
E teimar não encontrá-la
Numa garrafa de vinho tinto
Tento encontrar a cura da mágoa
E na névoa cinzenta
Tento puxar o ar, e ele não vem
E o Sol teima em não mudar o dia
E os dias sempre que passam, tornam-se iguais
E os anos repetem-se num ciclo vicioso
E na fúria dos pensamentos
Criei fantasmas, enterrei
E desenterrei passados
Próximos e distantes
E tudo que um dia tornou-se passado
Hoje é o meu presente
E pode ser o meu futuro
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Simplesmente eu, na forma mais pura, nesses meus últimos dois anos. Dispensa comentários adicionais.
domingo, 27 de julho de 2008
Poema n°16: A brisa do inverno
Bela manhã de inverno
Seduz a alma sombria
Na frieza de uma brisa
Que sopra sobre as árvores
No arrepio do lobo branco
Em sua selvageria adormece
Corvos voam sobre o campo
No cemitério das almas perdidas
A arquitetura mágica transcende
Em palácios sua cor cinza
E pelos raios de Sol
Adquirem tons dourados
E renasce a vida em todas as cores!
E na eternidade gelada e sombria
Em teu rosto resplandece a magia
E na pureza daquela tarde fria
O brilho de teu olhar apaziguou
A calmaria de lobo que uivou
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Atendendo a pedidos...
Seduz a alma sombria
Na frieza de uma brisa
Que sopra sobre as árvores
No arrepio do lobo branco
Em sua selvageria adormece
Corvos voam sobre o campo
No cemitério das almas perdidas
A arquitetura mágica transcende
Em palácios sua cor cinza
E pelos raios de Sol
Adquirem tons dourados
E renasce a vida em todas as cores!
E na eternidade gelada e sombria
Em teu rosto resplandece a magia
E na pureza daquela tarde fria
O brilho de teu olhar apaziguou
A calmaria de lobo que uivou
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Atendendo a pedidos...
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Poema nº15: O último suspiro do Poeta
O último suspiro do poeta
Bêbado na sarjeta
Perdido em suas ilusões passadas
Em papel timbrado e qualificado
Em passado de glória e juventude
Ficou com seu nome gravado na eternidade
E morreu deixando seu legado
Sua sabedoria proclamada
Em poesias e cânticos
Deixou-se levar pela ruína
Pelos desafetos morais
E pela opressão
O último suspiro do poeta
Veio da solidão
Veio do sentimento de culpa
De quem é inocente
E perdeu a vida em meio a nada
Foi-se estrela brilhante
Hoje tem sua idéia gravada
Nas páginas amareladas
De um livro velho e esquecido
Na gaveta de um armário trancado
O último suspiro do poeta
Que morreu sem ser amado...
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Me inspirei um pouco no livro "Lira de Vinte Anos", de Alvares de Azevedo. Apesar de o achar um tanto impessoal, julgo que esta é uma de minhas criações mais belas.
Bêbado na sarjeta
Perdido em suas ilusões passadas
Em papel timbrado e qualificado
Em passado de glória e juventude
Ficou com seu nome gravado na eternidade
E morreu deixando seu legado
Sua sabedoria proclamada
Em poesias e cânticos
Deixou-se levar pela ruína
Pelos desafetos morais
E pela opressão
O último suspiro do poeta
Veio da solidão
Veio do sentimento de culpa
De quem é inocente
E perdeu a vida em meio a nada
Foi-se estrela brilhante
Hoje tem sua idéia gravada
Nas páginas amareladas
De um livro velho e esquecido
Na gaveta de um armário trancado
O último suspiro do poeta
Que morreu sem ser amado...
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Me inspirei um pouco no livro "Lira de Vinte Anos", de Alvares de Azevedo. Apesar de o achar um tanto impessoal, julgo que esta é uma de minhas criações mais belas.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Poema nº14: Dias Tristes
Dias tristes passam como os trens
Partem e chegam, vêm de todos os lugares
Levando pessoas e sentimentos
Nos trilhos da vida
Rasgam e cortam as distâncias
Traçam curvas rumo ao desconhecido
Rumo ao novo
Entre pessoas distantes
Dias tristes vem e vão
Alternam-se dentre alegria e tristeza
Entre o novo e o velho
Eu aprendi que a vida é assim
E as atenuantes cores do céu estrelado
Me mostram que amor não mede distância
E que barreiras podem ser quebradas
E que nada é tão fácil
Nada é por acaso...
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Um resumo do meu atual momento. De todos, acho que foi o menos bucólico, mas eu não consigo fazer um poema sem recorrer a natureza, acho que isso é um vício já. =P
Mas enfim, esse é o meu atual momento: uma montanha russa, ou um trem fazendo curvas nas montanhas.
Partem e chegam, vêm de todos os lugares
Levando pessoas e sentimentos
Nos trilhos da vida
Rasgam e cortam as distâncias
Traçam curvas rumo ao desconhecido
Rumo ao novo
Entre pessoas distantes
Dias tristes vem e vão
Alternam-se dentre alegria e tristeza
Entre o novo e o velho
Eu aprendi que a vida é assim
E as atenuantes cores do céu estrelado
Me mostram que amor não mede distância
E que barreiras podem ser quebradas
E que nada é tão fácil
Nada é por acaso...
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Um resumo do meu atual momento. De todos, acho que foi o menos bucólico, mas eu não consigo fazer um poema sem recorrer a natureza, acho que isso é um vício já. =P
Mas enfim, esse é o meu atual momento: uma montanha russa, ou um trem fazendo curvas nas montanhas.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Poema nº13 - Triste Tempestade
Na negritude do céu
As cinzentas nuvens anunciam a tempestade
E uma onda triste abala nossos alicerces
Mas nem tudo é o que parece
E nem tudo foi como planejamos
Mas é fato que o céu está triste
E derrama lágrimas profundas
Dentro do meu peito
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Esse fala por si só.
As cinzentas nuvens anunciam a tempestade
E uma onda triste abala nossos alicerces
Mas nem tudo é o que parece
E nem tudo foi como planejamos
Mas é fato que o céu está triste
E derrama lágrimas profundas
Dentro do meu peito
Ass: Marcel Villalobo
Notas: Esse fala por si só.
sábado, 5 de julho de 2008
Poema nº12: Da Natureza do Amor
Ventos alísios do norte
Trazem as boas lembranças
Da época em que se era feliz
E que se era devoto da natureza
Na carne, o instinto lhes concebeu
Na fresca manhã, a doce presença
Das incertezas, nasceram as certezas
E das certezas, as incertezas
E no futuro, nasceu o passado
Que o hoje jamais conseguiria apagar
E naquele favo de mel, a amargura
O sentimentalismo exacerbado de quem nunca viu
E vedes o fogo que é amar alguém
Mas a verdade está na pureza de amar
Louco é quem nunca amou na vida
E quem deixou de amar por ventura
E infeliz é quem ama por dinheiro
Em que a felicidade é trocada pela matéria
E do desapego à natureza do ser
Um ser vazio, se torna.
Ass: Marcel Villalobo
Notas: De todas as minhas criações até agora, acho que essa foi a mais "clichê". Confesso que ultimamente não ando criando muitos poemas, talvez pelo meu momento, que eu não consigo expressar direito.
Trazem as boas lembranças
Da época em que se era feliz
E que se era devoto da natureza
Na carne, o instinto lhes concebeu
Na fresca manhã, a doce presença
Das incertezas, nasceram as certezas
E das certezas, as incertezas
E no futuro, nasceu o passado
Que o hoje jamais conseguiria apagar
E naquele favo de mel, a amargura
O sentimentalismo exacerbado de quem nunca viu
E vedes o fogo que é amar alguém
Mas a verdade está na pureza de amar
Louco é quem nunca amou na vida
E quem deixou de amar por ventura
E infeliz é quem ama por dinheiro
Em que a felicidade é trocada pela matéria
E do desapego à natureza do ser
Um ser vazio, se torna.
Ass: Marcel Villalobo
Notas: De todas as minhas criações até agora, acho que essa foi a mais "clichê". Confesso que ultimamente não ando criando muitos poemas, talvez pelo meu momento, que eu não consigo expressar direito.
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